19 de março de 2013

monalisa, move!

Hoje é o último dia da exposição Move!, em cartaz no SESC Belenzinho. A mostra idealizada por David Colman e por Cecilia Dean (da Visionaire) ficou em cartaz apenas 10 dias (fast-fashion, fast-exhibition) e mistura conceitos da arte e da moda. 

São oito obras co-criadas por um estilista e por um artista: 
- Marc Jacobs + Rob Pruitt; Alexandre Herchcovitch + Mauricio Ianês; Francisco Costa + Vik Muniz; Dudu Bertholini + Rick Castro; Pedro Lourenço + Banzai Studio; Ellus + Petter Coffin; Ryan Mcnamara + Diane Von Furstenberg + Osklen  e   Olaf Breuning + Cynthia Rowley

As instalações ali propostas convidam o público a vivenciar o mundo da moda de maneira visceral.

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Foto: Rebeca Moraes© 
Crianças na obra “The Big Picture”, de Ricardo de Castro e Dudu Bertholini

As obras:


(obrigada Rebeca Moraes por emprestar o i-phone)

Essa reportagem do programa Metrópolis explica direitinho a exposição:




A obra Splash! de Olaf Breuning + Cynthia Rowley :




***
Quando visitei o Museu do Louvre lembro que me senti tão confusa como maravilhada. Não sei quantos séculos de arte naquelas paredes com milhares de obras do rodapé ao teto.  É caminhar por aqueles corredores e escutar uma voz imponente falando assim: “vejam, pobres mortais, como nós somos os detentores da arte mundial”! 

Depois de ver a expo Move! lembrei muito do texto da Susy Menkes sobre o circo da moda. De certa forma o mundo da moda, como era apresentado até meados dos 2000’s, tinha um pouco essa conotação do Louvre: fashionistas vestidos de preto trancados em uma sala vendo desfile e definindo as tendências. Aí a explosão dos blogs e das redes sociais trouxe a tona, e com sucesso, a  verdadeira relação dos pobres mortais com a moda: como parte do cotidiano, por meio dos looks do dia, das compritchas na última viagem, da roupa usada na festa da amiga e até no próprio casamento.

Não é preciso decifrar o Código da Vinci para perceber que a maioria das pessoas que vão ao Museu do Louvre têm como objetivo tirar foto ao lado da Monalisa e da Vênus de Milo, comprar o souvenir e postar em algum lugar da web. É a parte mais acessível de todo aquele universo que de tão majestoso se torna impessoal.

Ver uma expo como a Move! faz entender que a relação dos dois mundos -  da criação, da informação privilegiada com o consumo - pode ser harmonica e benéfica para ambos os lados.

Como fazer isso na prática, no mercado, e na imprensa? A resposta ainda é tão enigmática quanto o sorriso da obra prima de Da Vinci. Na trilha pela resposta a dica é sempre estar em contato com a arte, seja ela da renascencentista ou ultra contemporânea. Assim o cérebro fica exposto a novas conexões.

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