5 de maio de 2012

moda é...



Kate Moss, sedutora como sempre na capa da Vogue Inglesa de junho.

Pelo modo que se propaga, é uma verdadeira moda, no sentido e com toda a importância que a moda assume numa sociedade industrial, inclusive em termos econômicos, como fator de obsolescência e substituição de produtos.(...) 

Apresenta-se como estilo “moderno”, isto é, “de moda”. Como a indústria acelera o tempo da produção, é preciso acelerar o tempo do consumo e da substituição. A moda é o fator psicológico que desperta o interesse por um novo o interesse por um novo tipo de produto e a decadência do velho. Assim, o Art Nouveau, enquanto estilo moderno, corresponde ao que na história da civilização industrial, é chamado de “o fetiche da mercadoria”.

 Giulio Carlo Argan, em “Arte Moderna” (Companhia das Letras).


#bookdodia


Fuçando aqui nos "meus documentos" achei um slide de uma das aulas que dei no SENAC ano passado, e fiquei pensando sobre essa definição de moda. O historiador Giulio Carlo Argan, no capítulo sobre o Art Nouveau, explica que a moda surge como um artificio da sociedade industrial capitalista para renovar o desejo de consumo periodicamente. Parece óbvio, mas a moda é tão sedutora que a gente esquece do seu objetivo principal.

2 comentários:

  1. e a pergunta que fica é:se esse for o sentido em si, tem cabimento perpetuar isso a essa altura do campeonato?
    O Art Nouveau é da época em que "escassez de recursos naturais" não era uma ameaça, muito menos uma preocupação.
    Não tá na hora de repensar?

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  2. Luiza,
    está super na hora de repensar. Esse consumismo louco cansa.
    obrigada pelo seu comentário.

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