2 de julho de 2011

Frida Giannini, a capitã da Gucci

Frida Gianinni é um dos nomes mais importantes da moda atual. Na direção de criação da Gucci, ela substituiu ninguém menos que Tom Ford e revigorou de tal forma a maison italiana que conseguiu que o aval de mudar o escritório instalado em Florença, desde a criação da grife em 1921, para sua cidade natal, Roma. Com uma história digna de um roteiro de cinema a Casa fundada por Guccio Gucci completa 90 anos e Frida vai capitanear as comemorações.


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Frida Giannini / Gucci© divulgação

Em junho a Elle Brasil publicou uma matéria sobre os 90 anos da marca. Fiz a colaboração a pedido da editora de moda Renata Piza. Para a ler um trecho da matéria clique aqui

Como no texto publicado não foi possível colocar tudo o que Frida Giannini contou na entrevista que concedeu à revista, achei que valia traduzi-la na íntegra por aqui:

O que vocês estão planejando para comemorar os 90 anos da Gucci? Uma coleção especial, uma grande festa?
Esse é um ano muito especial para gente. Preparamos muitos eventos para comemorar os 90 anos. Lançamos recentemente Aquariva by Gucci, que são iates feito por encomenda e 500 by Gucci, uma linha customizada do Fiat 500. São projetos de lifestyle da grife. Para celebrar o legado da grife, e seu comprometimento histórico com o mundo das artes, fizemos uma parceria com o The Film Foundation e com a Recording Academy para preservar e restaurar arquivos de filmes e músicas para as próximas gerações. Esse mês (junho) nossas boutiques vão receber a coleção 1921, que desenhei para prestar uma homenagem aos ícones de marca desde as primeiras criações de Guccio Gucci. Teremos novas edição das bolsas Bamboo, New Jackie e da Horsebit, dos mocassins e das botas de montaria. Cada um desses itens narra um pouco a história da marca. Em setembro vamos abrir o Museu Gucci em Florença, na Piazza dela Signoria. É um projeto tenho muito apreço. O arquivo nunca foi aberto ao público antes. Também haverá espaço dedicado a exposições temporárias de arte contemporânea. Além disso haverá um café, uma livraria e uma loja de souveniers.

Como voce desenvolve o trabalho na Gucci e como coordena sua equipe?
O trabalho criativo é contínuo. Estou constantemente observando o que me cerca: pessoas, objetos e lugares… Minha visão criativa é um casamento de estilo entre passado, presente e futuro. A inspiração vem dos três dependendo do meu humor, e dos 90 anos de arquivo da Gucci.

Você criou uma imagem de mulher poderosa para a Gucci, contudo, com sem deixar de lado pitadas de delicadeza e feminilidade. Foi intencional?
Foi sim. Eu acho que é muito importante ter uma idéia, uma visão, um ponto de vista, porém, não penso em uma mulher específica. Penso na mulher Gucci. Ela é forte, independente, sabe o que quer e para onde vai. É uma mulher que quer ser respeitada pela sua inteligência, pelas suas conquistas. Tanto faz se é uma super profissional ou uma mãe, ou como na maioria das vezes, os dois casos.

Como estilista, qual é seu maior desejo?
Meu maior desejo é deixar um legado para a marca e viver cercada de um design inovador. Para mim é importante estar sempre envolvida com o que faço e estar sempre olhando adiante. Olhar minhas criações na passarela é sempre um momento gratificante. A cada desfile sinto que estou progredindo.

Uma vez você disse: "a moda é a elegância natural". Como estilista de uma grife poderosa, como ajuda as mulheres a conquistar essa elegância natural?
A elegância não requer esforço. A mulher verdadeiramente elegante nunca deixa de lado sua atitude e seu jeito de ser. Como mulher, acredito ter a consciência dos desejos das outras mulheres. Eu gosto de ajudá-las a se sentirem mais seguras e sensuais. E claro, curtirem o que estão vestindo.

Por que voce decidiu mudar o escritório de estilo de Florença para Roma?
Vivendo e trabalhando em Florença eu criei um grande respeito pela cidade. Contudo, ter mudado o escritório para Roma renovou os ares da equipe. Além disso, como viajo muito, Roma é mais conveniente para vôos. É uma cidade de espírito livre. É mais boêmia de certo modo, e isso dá muita energia. Há muitos shows, brechós, mercados ao ar livre e lugares para curtir o happy hour. Eu sinto que a minha vida está mais equilibrada desde que eu voltei para Roma. Ter a família e os amigos por perto sempre me trazem boas energias.

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