15 de março de 2011

John Galliano e variações sobre o tema

John Galliano deixa o comando da Dior e uma névoa sobre o futuro da lendária grife e de sua própria marca, ambas sob o comando do Grupo LVMH. Uma declaração muito infeliz fazendo ode a Hitler tira de cena um dos personagens mais talentosos e divertidos dos mundo da moda. As aparições do estilista na passarela eram tão aguardadas quanto suas coleções. Aí Galliano, porque você fez isso?

Galliano, look básico de astronauta, em 2006

Essa não é a primeira vez que citações aos nazistas tiram de cena figuras do mundinho. Em 1999, James Brown, então editor da GQ foi demitido depois de incluir os súditos de Hitler na lista de elegantes do século. Ele só esqueceu que o dono na Conde Nast, que publica a revista, é judeu.

pra ler:

Do outro lado, no entanto, pouco se comenta, mas a vida de Mademoseille Chanel é marcada por uma polêmica simpatia aos nazistas, como explica esse texto da Mary Del Priore para a Bravo.

Outro dia fui apresentada ao livro "Fashion at the Time of Fascism". Como os nazistas, os vizinhos fascistas tinham uma obsessão pela estética. Esse livro não fala sobre os uniformes militares e sim sobre como era a moda durante a gestão de Mussolini da Itália. Na época tinha até um movimento no país para excluir expressões francesas da moda. O Cajon DeSatre fez uma resenha bem didática do livro na ocasião do seu lançamento.




E outra dica de leitura é o texto da Vivian Whiteman no blog Última Moda. Concorde ou não com ela, a construção de ideas é excelente.

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atualizado em 02/04
Olha eu no It MTV falando sobre John Galliano:

2 comentários:

  1. diz que agora ele pode ateh ficar um tempo na prisao neh o cara bebe e nao sabe agir eh foda! bjsss

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  2. O que o mundo, e Galliano, às vezes parecem esquecer é que o nazismo não perseguiu somente o povo judeu. Levou para a câmara de gás os que se opunham ao regime, democratas comunistas,socialistas ciganos, doentes mentais e também muitos, muitos homossexuais. Não há desculpa, justificativa ou explicação possível para que um artista inovador, gay assumido, em pleno seculo XXI tenha qualquer tipo de admiração pelo maior monstro da história contemporânea.

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