14 de fevereiro de 2011

étnico. original e revisitado

A técnica de tingir tecidos conhecida como batique (batik, ou tie dye) foi a ferramenta para a criação dos cartazes de divulgação da Moçambique Fashion Week.









O vídeo registrou a fabricação:

Making of MFW 2010 from Giuseppe

a animação feita para 2009 é bonitinha.


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Falando em batik, lembrei da marca Antik Batik, fundada em 1992 em Paris. Suas campanhas publicitárias lembram mais fotos de antropológos. O que não está completamente desconexo quando se entende a história da empresa.

A grife assumiu o voyerismo cultural dos franceses como lema. Caraterística, aliás, reverenciada no trabalho de estilistas como Yves Saint Laurent e Jean Paul Gaultier. A proposta é absorver o melhor do étnico e trazer para moda por meio de acabamentos artesanais, como bordados e os próprios batiks.

referência Marrocos
referência Peru/Cuzco

esta foto é uma publicidade recente da marca

A dona da marca é a italiana Gabriella Cortese. Ela tem avó hungara e acumula muito carimbos no seu passaporte. A esse DNA viajante ela agrega a tradição decorativa que aprendeu estudando na França para criar as coleções que acabam ficando com um jeitinho bohemian chic.




referência Índia

referência Brasil

as fotos da Antik Batik são do fotógrafo Thierry le Gouès...

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a dica dos cartazes do Moçambique Fashion Week foi o Márcio Goulart. Agradecida!

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