13 de novembro de 2008

a moda da crise/ a crise da moda

Desde que aqueles dois aviões bateram no World Trade Center em 2001. O mundo todo passou a rever conceitos. Os atentados aconteceram bem na época da semana de moda de nova York. E alguns desfiles foram cancelados.

Charles Dieckens contou a história em o “Conto de Natal” que ganhou até versão da Disney com Tio Patinhas como personagem central. A crise que começou na América do Norte é um bom indício que o capitalismo selvagem levado a último potência pela terra do Tio Sam está em colapso. Certamente ele vai se recuperar, e voltar com a sensação de nascer de novo. O que todo mundo quer saber é: será que a visão da morte vai torná-lo mais humano?

Crise, crise, crise...

Aí você pergunta e a moda nisso tudo?



A moda é afetada de muitas maneiras. O reflexo mais óbvio é a queda nas vendas. Contudo, há outras mudanças que passam pelos olhos sem serem notadas e acabam entrando no nosso imaginário como mais uma tendência. Os estilistas são malvados e vender gato por lebre? Não totalmente. É o tal inconsciente coletivo. Sensações de um deterimado periodo histórico que acaba influenciando a maneira de agir e pensar de uma geração. E a moda como expressão da sociedade não sai impune.

Um livro muito simpático chamado “Moda e Guerra - Um retrato da França Ocupada” da francesa Dominique Veillon (Jorge Zahar Editor) é bastante inspirador para esse momento porque ele relata como o estilo das pessoas foi mudando no período da segunda guerra mundial. E como os franceses brigaram para manter o padrão de lançador de tendências mesmo em condições extremas. Havia racionamento de tecidos, além disso os tecidos vinham em cores limitadas. Ostentar a roupa de uma grande maison era praticamente proibido. Foi aí que os chapéus viraram grandes vitrines de status. A falta de poderio econômico fez o carro dar lugar à bicicleta e com isso as roupas tiveram de ser adaptadas. A mulher decorativa foi aniquilada pela mulher prática.





Claro que nesse momento não estamos falando de uma guerra. Mas...

Deu uma olhadinha nas coleções? Viu a quantidade de preto? De silhuetas clássicas de fácil digestão?

Proenza Schouler

Prada

Viktor & Rolf
a dupla holandesa inovou fazendo um desfile na internet

Y-3

Oscar de La Renta

Pois é, em tempos de crise os estilistas protegem suas grifes de catástrofes comerciais apostando em elementos tradicionalmente vendedores. Daqui a alguns anos essa crise vira um capítulo da história da moda.

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Créditos das fotos:
desfiles Style.com
Tio Patinhas - Lady, That´s my skull

4 comentários:

  1. VENDO CALÇA, MACACÃO E BERMUDA SAUREL SOB ENCOMENDA EM VISCOLYCRA DE VÁRIAS CORES E TAMANHOS.
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  2. gostei muito do blog

    http://coisasdeglorinha.wordpress.com

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  3. Esse livro é ótimo, apresentei um seminário sobre ele na faculdade (de moda)! Além da leitura gostosa, é impressionante como o "se vira" deu certo!
    adoro o blog!
    beijos

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  4. excelente blog e texto! eu já tinha pensado que essa crise talvez afetasse a moda de alguma forma, e quando li esse post tudo fez mais sentido, obrigado.

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