14 de setembro de 2008

conjuntos inexatos


A editora deste blog acha que está a vivendo o que aqueles que buscam explicações astrais chamam de "o Retorno de Saturno". Um dos sintomas dessa fase é uma profunda insatisfação com seu guarda-roupa. Domingão nublado, nada melhor que começar a vencer a crise arrumando o armário. Três sacolas de roupas depois, consulto dois manuais de estilo para ter alguma idéias de que peças investir. Com os livros “Esquadrão da Moda” das inglesas Trinny e Susannah, e “Chic” da Glória Kalil fiquei mais confusa ainda.

As três são ótimas em suas consultorias televisivas, justamente por sugerir opções para pessoas normais, e nos livros analisam o corpo por setores isolados. Muitas vezes uma característica permite uma roupa, e outra não. Em outras palavras, lembrando das aulas de matemática: os modelos de peças recomendadas para quem tem peito pequeno e para que tem braço grosso formam dois conjuntos e sua intersecção é praticamente nula.

Eis a baixos alguns diagnósticos.

Pouco Peito + Braços Grossos = 0
Para quem tem peito pequeno a recomendação é usar blusas regatas cavadas nas mangas e decote alto. A justificativa para optar pelo modelo é chamar atenção para os braços. Já a opção braços grossos o conselho é evitar regatas e optar por blusas com manga três quartos.

Bunda grande + Culote = ?
Para quem tem o bumbum grande a recomendação é usar calça de cintura baixa e pernas um pouco justas. Para as proprietárias de culote a sugestão é usar pantalonas.

Ombros largos + quadril largo = ?
Quando o quadril é largo uma das soluções é usar decote canoa para chamar a atenção para a parte de cima. Contudo, para quem tem ombro largo esse decote aumenta mais o tamanho do trapézio.

Tronco curto + Barriga saliente = ?
Quem tem tronco curto deve usar calça de cintura baixa, mas a cintura baixa não funciona para quem está com a barriga saliente.

Baixinha + sem cintura = ?
As baixinhas devem apostar em cortes secos, puxando para vertical. O clássico tubinho por exemplo. E quem não tem cintura deve usar roupas mais ajustadas e tecidos mais leves.

E por aí vai... Quando a textura é carne e osso, descobrimos que a matemática da moda, tem expoentes, equações de segundo grau, análise combinatórias e probabilidades complexas. As quatro operações não são suficientes.

***
Quem se interessou pode consultar as vizinhas de blog, que tem mais propriedade para falar.

Um comentário:

  1. Sabe que desde que eu tinah uns 12 anos e lia Capricho, super identificava esses problemas?
    Desde então faço tudo contra as regras!
    Afinal, não vou enganar ninguém que estou mais magra, só vão me achar uma gordinha de preto

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