13 de julho de 2008

portifólio moda pra ler - Revista Moda 26

Saiu na sexta, dia 4 de julho, o número 26 da Revista Moda da Folha de S. Paulo. Assino areunião de perfis de 7 estilistas sanseis: Jum Nakao, Sara Kawasaki, Erika Ikezili, Fernanda Yamamoto, Rogério Hideki, Danielle Mabe e Isabel Mascaro.







Bastidores da notícia

Aqui no blog tenho um objetivo, até agora não declarado, de mostrar as pessoas que estão por traz da moda, ou seja, profissionais que trabalham arduamente para a moda brasileira crescer e se desenvolver. Os sete estilistas ouvidos para a matéria são sem dúvida profissionais batalhadores e bem sucedidos que contribuem para o seu crescimento. O que aprendi com eles, no entanto, vai além da moda e gostaria de compartilhar com vocês leitores.

Há quase dois anos publiquei o primeiro texto na Revista Moda. Foi uma matéria sobre a versão nacional das Gothic Lolitas, umas das tribos que habitam o icônico bairro de Harajuku em Tóquio. Durante um mês mergulhei fundo no mundo dessas adolescentes e fiquei fascinada pela obsessão e dedicação das meninas em reproduzir fielmente as doutrinas da turma nipônica. Cheguei a conclusão que os jovens japoneses criam essas modas para extravasarem o o rigor da tradição nipônica e criam eles mesmos regras severas e minuciosas. A diferença é a liberdade para legislar.

Aí surge essa oportunidade de entrevistar criadores nipo-descendentes. Eles pouco se influenciam pela cultura original do Japão e são espectadores dessa explosão pop japonesa em terras brasileiras. Surgiu então a dúvida que norteou a matéria. Como é ser descendente de japoneses e o que isso influencia no trabalho com moda?

A resposta é subjetiva, mas que pode ser explicada com a impressão que eles têm quando visitam o Japão. O país do sol nascente causa um grande estranhamento à esses operários da moda. Não só pela cultura e pelo ritmo frenético. Eles se sentem completamente diferentes por dentro e semelhantes por fora, e no Brasil acontece o contrário. Une-se a essa aparente confusão, que eles têm muito bem resolvida, outro ponto estimulante: o tom decisivo com que todos se referem a família e a herança da dedicação, de enfrentar os desafios com aparente naturalidade. A idéia é de um passo atrás do outro. Firme e perene.

Dúvida desvendado - Ainda tá pensando que japonês é tudo igual?
A história de Jum Nakao, Erika Ikezili, Sara Kawasaki, Fernanda Yamamoto Isabel Nakata Mascaro, Rogério Hideki e Danielle Mabe - você lê na matéria aí em cima (clique na imagem para vê-la maior).

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Depois de 100 anos a cultura japonesa está presente um pouquinho na vida de nós paulistanos e acredito dos brasileiros. Seja pelo sushi e ou pelo cosplay, as práticas refletem a urgência de trabalho, dedicação, e disciplina que a moda brasileira e o mundo precisa aprender para seguir adiante, de maneira saudável e sustentável.

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Agradeço muito a oportunidade ao Alcino Leite Neto e a Camila Yahn.

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