15 de abril de 2008

Fashion Marketing - parte 2

Depois do momento sentimental com o Gustavo Lins, passo para o mundo comercial da Arezzo.
(fotos das campanhas - Arezzo/ Divulgação)

Anderson Birman, fundador e proprietário da marca abriu a conversa contando como tudo começou. Ele e seu irmão Jefferson compraram um sapato no Rio de Janeiro. De volta a Belo Horizonte, o modelo despertou interesse de um fabricante de sapatos local. Eles viram nos pisantes uma oportunidade de negócios. Aí surgiu a Arezzo, em 1972.

Charles Naseh/ Chic

A expansão da Arezzo foi rápida. No início a empresa cuidava de todo o processo da fabricação às vendas. Em 1991 decidiram terceirizar a produção e mudar a estratégia. Os sócios passaram a investir na marca e decidiram abrir uma loja na Oscar Freire. Nesse momento, Anderson relembra com humor de uma notícia publicada na ocasião da inauguração do ponto comercial que dizia: “Empresa mineira adota estratégia suicida, investe mais para vender menos”. Ele revela que foram investidos cerca de US$ 1 milhão nessa empreitada.



Em 1998 a administração da marca muda para São Paulo, porque havia a necessidade de investir em profissionais de moda.

Anderson comprou a parte do irmão e hoje divide a sociedade com seu filho Alexandre e com o grupo Tarpon. Hoje são: 90 fábricas parceiras, 3 campanhas por ano (inverno, verão e alto-verão) , 6 milhões de reais investidos anualmente em publicidade, 5 pares novos por dia nas lojas.



A palestra prosseguiu com seu filho Alexandre. Ele contou a história da Schutz, marca que montou aos 18 anos. A grife emplacou um grande sucesso nos anos 90 -uma bota de salto com sola trator que até hoje perdura nas vitrines.


A Arezzo e a Schutz se uniram para formar a Arezzo S/A. (Quando uma marca se torna S/A, Sociedade Anônima, significa que ela negocia ações na bolsa).



Sobre a sua marca ele revelou que começou com calçados esportivos. As vendas foram bem, mas faltava ainda conquistar São Paulo. A estratégia inicial era vender para multimarcas, mas os consumidor paulistano gosta de loja própria. Escolheu pontos nobres como Jardins e Shopping Iguatemi. Hoje, além da Schutz, Alexandre também cuida da internacionalização da Arezzo.

Depois da explanação dos dois foi a vez de Eduardo Mufarej, do Grupo Tarpon, que comprou 25% da Arezzo no ano passado. Ele esclareceu como foi a escolha pela Arezzo e revelou que o “namoro” foi longo. Explicou rapidamente de onde vem o dinheiro dos investidores – de fundos de pensão, de universidades americanas, enfim, gente que dá o dinheiro para eles investirem e terem lucro.



O executivo contou que os investidores escolheram a Arezzo porque a empresa era lucrativa e já tinha uma marca construída. A intenção deles nunca foi afastar os proprietários e sim somar forças. A Tarpon tem papel fundamental na conquista do mercado externo.



O objetivo principal é a China. A Arezzo pretende abrir 207 lojas por lá até 2014. A primeira já tem data de abertura marcada. Abre no próximo dia 15 de maio na “Oscar Freire” de Shangai. A peculiaridade do mercado Chinês é a numeração menor: começa no 32 e vai até o 37.

Uma das perguntas feitas ao final da palestra foi sobre como eles se protegeriam das cópias chinesas. Anderson respondeu bem humorado – “se copiarem é porque é um sucesso”.

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