29 de setembro de 2006

Swinging London



Em 1965 a lendária editora da Vogue América Diana Vreeland anunciou que Londres era o lugar mais descolado do mundo. E 1966 a revista Time citou o termo Swinging London e concretizou a capital inglesa como a Meca do cool nos anos 60.

Essa breve introdução é pra explicar de onde vem a tendência sessentinha que invade as coleções de verão 2007 no Brasil e lá fora também.

Os anos 60 foram uma década de grandes revoluções no comportamento e na política. Os jovens tomaram as rédeas da história e mudaram o rumo de tudo.

Foi uma década plural para a moda. A evolução e a variedade surgida em dez anos foi mais rápida que a acontecida nos 50 primeiros anos do século.

Os anos sessenta na moda lembram: grafismos, formas geométricas, tecnologia, hippie, e nessa coleção o revival dos 60 se apropria de alguns desses elementos para reviver a swinging london.

A Swinging London foi muito além de cabelos lisos, longo, franjinha e mini-saia, também envolveu música e cinema. Vamos aos ícones para o leitor entender o espírito do movimento:



1- Música: Beatles - antes do Sgt. Peppers quando o estilo musical da banda muda bastante e o visual também.

2- Cinema: “Depois daquele beijo” ou Blow Up, de Michaelangelo Antonioni, conta a história de um fotógrafo de moda. Veruska uma famosa modelo famosa da época atua no filme.

3 – Moda: Mary Quant e a mini-saia. Biba, a lendária marca criada por Barbara Hulanicki, que ficava na Kings Road e era febre entre as moças descoladas.

A Swinging London pode ser interpretada como o último grito dos ingleses como país dominante frente a ascensão norte-americana que corria desenfreada desde o término da segunda guerra mundial.

Na moda dessa coleção de verão 2007 a volta a Swinging London fica clara nos mini vestidos trapézios, estampas gráficas e o rosto na moldura da franjinha e dos fios lisos. A marca carioca Totem explicitou a referência e trouxe para a passarela o Swinging Summer.



A revival faz Biba voltar em boa hora. Sua novíssima coleção é assinada por Bella Freud, não por acaso, neta de Sigmund.




Outros exemplos de Swinging London nas passarelas daqui:

Juliana Jabour


Cori


Zigfreda


Capa da Vogue de setembro


3 comentários:

  1. Gosto desta tendência!

    Um bom fim-de-semana para ti!:)

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  2. acho que estamos precisando de uma série de revoluções na política e no comporatamento, como as que aconteceram nos anos 60! Será a moda já anunciando essa necessidade? Não sei... sei bem que também ia fazer bem para moda algumas revoluçoesinhas e inovações, né?

    Luigi

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  3. Quando comecei a ler o post ia citar justamente a Totem, que antes era uma marca de biquinis e hoje está abandonando o sobrenome "praia" de sua assinatura. As últimas coleções tem estado fantásticas, com direito a peças que levam nomes de ícones dos anos 60. Por coincidencia, estou usando agora uma calça que comprei lá. O nome? Calça NICO.

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